Being Dead trazem sol texano e caos criativo à abertura do Vodafone Paredes de Coura

O sol ainda se erguia tímido sobre a Praia Fluvial do Taboão quando os Being Dead transformaram o palco BacanaPlay num redemoinho de cor, ritmo e energia. Às 16h30, a 31.ª edição do Vodafone Paredes de Coura começou não com uma simples atuação, mas com um convite ao inesperado — algo que este trio de Austin, Texas, sabe fazer como poucos.

O público, inicialmente disperso entre toalhas de praia e bancas de comida, foi-se aproximando à medida que guitarras reverberantes e harmonias de vozes quase oníricas enchiam o vale. Com um som que navega entre o surf rock, o garage cru e a psicadelia pop, Being Dead desfilaram faixas de When Horses Would Run (2023) e do mais recente EELS (2024), um álbum que parece recusar qualquer fórmula fixa, mas que mantém uma coerência emocional desarmante.

No palco, a química entre os três músicos era palpável: movimentos coreografados de improviso, risos cúmplices entre canções e uma entrega que equilibrava o caos com a precisão. A plateia respondeu com danças improvisadas, palmas fora de compasso e uma atenção hipnótica — prova de que a música dos texanos encontra o seu lugar tanto na euforia coletiva como no refúgio individual.

A atuação, transmitida em direto pela Antena 3, marcou a abertura oficial do festival e deixou o terreno fértil para o que viria a seguir: Samuel Úria, Unsafe Space Garden e Nilüfer Yanya subiriam ao palco ao longo do dia, mantendo viva a energia que Being Dead tinham instalado.