
O palco secundário do Vodafone Paredes de Coura recebeu ontem os Chastity Belt, banda de Seattle que trouxe ao festival uma mistura de indie rock introspectivo, post-punk e dream pop. Logo desde os primeiros acordes, Julia Shapiro, Lydia Lund, Annie Truscott e Gretchen Grimm captaram a atenção do público, mesclando sarcasmo e sinceridade nas letras que exploram identidade, relacionamentos e o amadurecer feminino.
O concerto começou de forma contida, quase intimista, mas rapidamente se transformou numa celebração coletiva. As guitarras de Lund e Truscott criaram uma atmosfera envolvente, enquanto Shapiro conduzia a audiência com uma presença segura e comunicativa. A plateia, variada em idades e nacionalidades, acompanhava cada refrão cantando em uníssono, como se cada canção fosse um hino pessoal partilhado entre todos.
Destaque para temas mais recentes, que demonstram a evolução da banda sem perder a identidade que conquistou fãs nos últimos anos. A interpretação ao vivo revelou nuances e texturas que não são tão evidentes nas gravações de estúdio, reforçando a capacidade do grupo de transformar introspecção em energia coletiva.
Fotos: Ana Ribeiro








