
O quarto dia do CA Vilar de Mouros voltou a levar milhares de festivaleiros até ao emblemático recinto minhoto para uma noite marcada pela diversidade musical. Monstro, Sydney Ross Mitchel, Triggerfinger, WAR, Ben Harper e Kaleo foram os protagonistas de uma jornada que percorreu diferentes universos sonoros, do rock ao blues, passando pelo funk e pelas sonoridades mais alternativas.
A tarde arrancou com os Monstro, responsáveis por dar início a mais um dia de música em Vilar de Mouros. Com uma atuação cheia de energia, a banda entrou em palco determinada a conquistar o público que, pouco a pouco, começava a preencher o recinto.
Seguiu-se Sydney Ross Mitchel, que trouxe uma sonoridade distinta e uma atuação marcada pela intensidade e personalidade. A passagem pelo palco do CA Vilar de Mouros permitiu ao público descobrir e acompanhar mais um dos nomes presentes num cartaz que voltou a apostar na diversidade.
A energia aumentou com a entrada dos belgas Triggerfinger. Conhecidos pela força das suas atuações ao vivo, levaram ao palco um concerto intenso, assente em riffs poderosos e numa presença que rapidamente conquistou o público. O rock voltou a dominar o recinto, num espetáculo direto e sem grandes pausas.
Depois, foi a vez dos históricos WAR subirem ao palco. Com uma carreira marcada pela fusão entre funk, soul, jazz, rock e música latina, a banda proporcionou um dos momentos mais especiais da noite. A experiência de várias décadas de carreira fez-se sentir num concerto descontraído, mas repleto de ritmo, com o público a acompanhar cada momento.
À medida que a noite avançava, crescia também a expectativa para a entrada de Ben Harper. O músico norte-americano apresentou uma atuação marcada pela emoção e pela versatilidade que tem definido a sua carreira. Entre momentos mais intimistas e outros de maior intensidade, Ben Harper criou uma ligação especial com o público, confirmando a capacidade de transformar cada concerto numa experiência única.
O quarto dia chegou ao seu momento final com os islandeses Kaleo. A banda assumiu a responsabilidade de encerrar mais uma noite do festival e levou a Vilar de Mouros a sua combinação característica de rock, blues e influências folk.
Com uma presença em palco intensa e uma sonoridade facilmente reconhecível, os Kaleo conquistaram o recinto e garantiram um encerramento à altura de uma noite que foi crescendo concerto após concerto. Entre guitarras, vozes poderosas e grandes momentos de comunhão com o público, a banda islandesa colocou um ponto final numa jornada marcada pela diversidade.
Do arranque com os Monstro e Sydney Ross Mitchel, passando pela energia dos Triggerfinger, pela viagem musical dos WAR e pela emoção de Ben Harper, até ao encerramento dos Kaleo, o quarto dia do CA Vilar de Mouros voltou a demonstrar a riqueza e diversidade do cartaz desta edição.
Com mais uma noite de concertos concluída, o festival aproxima-se agora do seu último dia, depois de quatro jornadas onde diferentes gerações, estilos e artistas se encontraram num dos recintos mais históricos da música ao vivo em Portugal.
Fotos: Ana Ribeiro

































