
Elisabeth Elektra abriu a noite que marcou o arranque da digressão europeia dos Placebo pelos 30 anos de carreira. O Super Bock Arena recebeu uma viagem pelos primeiros anos de uma das bandas mais marcantes do rock alternativo britânico.
O Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota, no Porto, recebeu na noite de 28 de setembro um dos concertos mais aguardados do calendário musical de 2026. Os Placebo deram início em Portugal à sua 30th Anniversary Tour, uma digressão europeia que assinala três décadas desde a edição do álbum de estreia da banda, lançado em 1996.

Antes da entrada em palco de Brian Molko e companhia, coube a Elisabeth Elektra preparar o público para a noite. A artista integrou oficialmente o alinhamento como primeira parte do espetáculo, com atuação marcada para as 20h00, antes do concerto dos Placebo, previsto para as 21h00.
A presença de Elisabeth Elektra acrescentou uma dimensão própria à noite e funcionou como ponto de partida para um espetáculo construído em torno da história dos Placebo. A artista escocesa, conhecida pela sua abordagem ao rock alternativo e pela componente visual da sua música, subiu ao palco perante um público que aguardava pelo regresso de uma banda que marcou várias gerações.
Uma viagem ao início dos Placebo
Quando os Placebo entraram em palco, o conceito da digressão tornou-se evidente: revisitar as origens.
A Placebo 30th Anniversary Tour foi concebida para recuperar sobretudo material dos dois primeiros álbuns da banda — Placebo, de 1996, e Without You I’m Nothing, de 1998 — incluindo temas que não eram apresentados ao vivo há mais de duas décadas.
A escolha do Porto para abrir a etapa europeia deu ao concerto um significado particular. Portugal foi o primeiro país a receber esta digressão comemorativa, com a banda a apresentar-se no Porto a 28 de setembro e em Lisboa no dia seguinte.
A celebração dos 30 anos está também ligada a Placebo RE, uma reinterpretação do álbum de estreia, projeto que acompanha esta nova fase da banda.
Três décadas de uma identidade própria
Desde os anos 90, os Placebo construíram uma identidade muito particular dentro do rock alternativo britânico. A voz inconfundível de Brian Molko, a estética da banda e uma sonoridade que atravessou diferentes fases ajudaram a transformar os Placebo numa presença duradoura no panorama internacional.
Três décadas depois da estreia, o grupo regressa às canções que estiveram na origem desse percurso, recuperando uma fase particularmente importante da sua discografia.
No Porto, a noite foi, por isso, mais do que uma simples passagem de uma banda em digressão: foi o reencontro com uma parte fundamental da história dos Placebo.
Uma noite sem ecrãs, vivida ao vivo
Um dos momentos que marcou o concerto esteve relacionado com a utilização de telemóveis. Durante o espetáculo foram transmitidas mensagens nos ecrãs da sala a pedir ao público que não filmasse a atuação. Brian Molko reforçou pessoalmente esse pedido e, segundo a imprensa especializada, alguns espectadores acabaram por ser retirados da sala depois de continuarem a filmar.
A opção reforçou uma ideia que esteve no centro da noite: recuperar a experiência de assistir a um concerto enquanto acontecimento único, em vez de o transformar numa sucessão de imagens captadas para os ecrãs dos telemóveis.
Porto como ponto de partida
O concerto na Super Bock Arena marcou assim o início da passagem portuguesa da Placebo 30th Anniversary Tour. Depois do Porto, a banda seguiu para Lisboa, onde atua a 29 de setembro no Sagres Campo Pequeno, antes de continuar a digressão europeia.
Com Elisabeth Elektra a abrir a noite e os Placebo a assumirem depois o palco, o Porto recebeu o primeiro capítulo de uma digressão construída sobre a memória, a celebração e o regresso às origens.
Trinta anos depois do primeiro álbum, os Placebo continuam a encontrar no seu passado matéria para criar uma experiência presente — e, no Porto, essa viagem começou perante uma Super Bock Arena preparada para revisitar uma das páginas mais reconhecíveis do rock alternativo dos últimos 30 anos.
Fotos: Bruno Ferreira





















