
Annie Clark, mais conhecida como St. Vincent, transformou o Palco Heineken numa verdadeira catedral do art-rock na segunda noite do NOS Alive. Com uma atuação intensa e teatral, a artista norte-americana levou o público numa viagem sonora e visual que reforçou o seu estatuto de uma das figuras mais inovadoras da música contemporânea.
A abrir com a potente “Reckless”, St. Vincent estabeleceu de imediato o tom do espetáculo: uma fusão de riffs eletrizantes, voz hipnótica e presença de palco que oscilava entre a delicadeza e a fúria. Ao longo do concerto, temas como “Broken Man” e “Fear the Future” foram interpretados com uma energia quase catártica, com Clark a ajoelhar-se no palco enquanto soltava solos arrebatadores na guitarra.
“Obrigada, Lisboa! Vocês são mágicos!”, disse a artista em português, arrancando aplausos entusiasmados da multidão que enchia a tenda do Palco Heineken. A interação próxima com o público continuou em “Dilettante”, um dos momentos mais íntimos da noite.
O alinhamento percorreu os momentos-chave da carreira de Clark, com destaque para canções do mais recente álbum All Born Screaming (2025), mas também não esqueceu os fãs de longa data com interpretações de “Birth in Reverse” e “New York”, que provocaram coros emocionados na plateia.
St. Vincent fechou o concerto com uma versão explosiva de “Pay Your Way in Pain”, deixando o público em estado de euforia. Apesar de atuar num palco secundário, a artista mostrou que a sua música e presença de palco mereciam o espaço principal do festival.





