The Stranglers fazem história no regresso a Vilar de Mouros

A noite de abertura do CA Vilar de Mouros 2025 ficou marcada por um regresso que muitos aguardavam há décadas. Os lendários The Stranglers voltaram ao palco minhoto, transportando consigo o peso da história e a energia crua que os tornou uma das bandas mais icónicas do pós-punk britânico.

Quando as primeiras notas ecoaram pelo vale do Coura, o público percebeu que estava prestes a viver um momento único. O concerto foi um mergulho em memórias coletivas: temas como Always the Sun foram recebidos com aplausos ensurdecedores, cantados em coro por várias gerações que ali se encontravam, lado a lado. A comunhão entre banda e público criou uma atmosfera quase ritual, como se o tempo tivesse dado uma volta completa desde a célebre atuação de 1982, também em Vilar de Mouros.

No palco, os Stranglers mostraram que a sua longevidade não é acaso. O som manteve-se robusto, as linhas de baixo pulsantes e as guitarras afiadas, capazes de incendiar a noite minhota. Entre sombras e luzes, o espetáculo foi tanto uma celebração da música quanto um reencontro com a própria essência do festival.

O ambiente em Vilar de Mouros, embalado pelo rio e pela memória de tantas edições, contribuiu para tornar este regresso ainda mais especial. Mais do que um concerto, tratou-se de uma viagem emocional: uma ponte entre a nostalgia e a vitalidade, entre o passado e o presente de um festival que, 60 anos depois, continua a ser um ícone da cultura musical em Portugal.

Com este arranque arrebatador, o CA Vilar de Mouros confirma mais uma vez a sua vocação de palco lendário, onde a história da música se escreve ao som de guitarras que nunca envelhecem.