
Na noite de 21 de agosto, o palco do CA Vilar de Mouros vibrou com a energia crua e autêntica dos britânicos The Godfathers. Cada acorde, cada riff de guitarra e cada batida da bateria parecia reverberar pelo vale, envolvendo o público numa experiência intensa e visceral.
Peter Coyne, vocalista carismático e presença inconfundível, conduziu a plateia com uma energia magnética. Ao lado da sólida secção rítmica e das guitarras afiadas, trouxe à vida clássicos como “Birth, School, Work, Death”, “I Want Everything” e “This Damn Nation”. Cada canção parecia pulsar com uma urgência própria, arrancando aplausos, gritos e saltos de um público rendido à força do rock britânico.
O concerto não foi apenas música; foi uma declaração de atitude e autenticidade. A banda dominou o palco, transformando a arena num espaço de comunhão entre artistas e fãs, numa viagem sonora que atravessou décadas de história musical. A euforia coletiva, a interação constante com o público e a entrega total de cada membro da banda criaram momentos de pura catarse.
Entre riffs explosivos e refrões cantados em uníssono, ficou claro que os The Godfathers não vieram apenas tocar, mas a deixar uma marca indelével no festival. A sua performance foi um lembrete do poder do rock — intempestivo, rebelde e emocional — capaz de unir gerações e manter viva a chama da música ao vivo.
Fotos: Ana Ribeiro

