
Na noite de 22 de agosto de 2025, o CA Vilar de Mouros transformou-se num espaço de pura eletricidade e paixão quando os suecos Refused subiram ao palco. Cada acorde, cada batida e cada grito de Denis Lyxzén parecia atravessar a arena, envolvendo o público numa experiência visceral e inesquecível.
Desde os primeiros segundos, a banda estabeleceu uma ligação imediata com a plateia. Clássicos como “New Noise”, “Summerholidays vs. Punkroutine” e “Liberation Frequency” foram cantados em uníssono, criando um coro poderoso que uniu diferentes gerações em torno do mesmo espírito punk e da mesma intensidade emocional.
O palco tornou-se um campo de energia crua, com luzes pulsantes a acompanhar a cadência intensa da bateria, os riffs de guitarra cortando o ar e o baixo a sustentar cada explosão sonora. Lyxzén comandava a plateia com carisma magnético, transformando cada interação numa experiência partilhada, enquanto os outros membros da banda alimentavam a tensão e a força do espetáculo com precisão implacável.
Mais do que um concerto, foi uma celebração da rebeldia, da resistência e da paixão pela música. Cada momento carregava uma força que parecia transcender o tempo, lembrando o público do impacto duradouro que os Refusedtiveram no punk hardcore mundial. A emoção era tangível, visível nos rostos, nos gritos e nos aplausos constantes que ecoavam pelo vale de Vilar de Mouros.
Quando o último acorde se dissipou, ficou claro que todos os presentes tinham participado de algo maior do que uma simples apresentação musical. Foi uma noite de catarses, lembranças e intensidade, onde a energia da banda e a entrega do público se fundiram num momento que ficará gravado como um dos mais memoráveis da história do festival.
Fotos: Ana Ribeiro






