
A noite desta segunda-feira ficou marcada pela presença calorosa de Alcione no Coliseu Porto Ageas, num concerto que reuniu fãs portugueses e brasileiros para celebrar mais de cinco décadas de carreira da icónica intérprete do samba e da MPB.
Com casa cheia, Alcione subiu ao palco por volta das 21h30 e foi recebida com longos aplausos. Apesar de ter realizado boa parte da apresentação sentada, devido a uma recente cirurgia na coluna, a artista mostrou plena força vocal e grande entrega emocional. A primeira canção, “Pra Que Chorar”, foi interpretada em pé, arrancando entusiasmo imediato da plateia.
O repertório passeou pelos maiores clássicos da cantora, incluindo “Não Deixe o Samba Morrer”, “Faz Uma Loucura Por Mim”, “Meu Ébano”, “Juízo Final”, “Foi Deus” e “Você Me Vira a Cabeça”, todos acompanhados em coro pelo público, que não se conteve em cantar, bater palmas e transformar o espaço num ambiente de celebração.
Um dos momentos mais emocionantes da noite ocorreu quando Alcione prestou homenagem a Portugal ao interpretar um fado, gesto que provocou forte comoção entre os presentes e reforçou a ligação afetiva da cantora com o país.
A atmosfera no Coliseu foi marcada por nostalgia e alegria. O público, composto por várias gerações, demonstrou profundo carinho pela artista, que retribuiu com histórias, agradecimentos e a musicalidade marcante que caracteriza a sua carreira.
Após cerca de duas horas de espetáculo, Alcione encerrou a noite sob nova onda de aplausos, reafirmando a sua relevância e o seu papel incontornável na música lusófona. O concerto no Porto confirmou que a “Marron” continua a ser uma força viva do samba — vibrante, carismática e capaz de unir culturas através da sua voz inconfundível.
Fotos: Bruno Ferreira







