Vodafone Paredes de Coura: segundo dia leva Underworld, Hermanos Gutiérrez e Kurt Vile ao Couraíso

Underworld | Foto: Ana Ribeiro

O segundo dia do Vodafone Paredes de Coura, vivido esta quinta-feira, 13 de agosto, voltou a confirmar a diversidade e a identidade singular do festival minhoto. Com a Praia Fluvial do Taboão como cenário, o público encontrou uma programação que atravessou o rock, a eletrónica, o indie e a música de cariz mais intimista, numa jornada que terminou ao som dos lendários Underworld.

O dia começou ainda durante a tarde com A Garota Não, num dos momentos dedicados à música portuguesa. A cantora e compositora levou ao recinto a força das suas canções e uma presença cada vez mais afirmada no panorama nacional. Milhanas foi também um dos nomes portugueses em destaque, contribuindo para uma tarde marcada pela descoberta e pela diversidade.

Ao longo do dia, nomes como Tomode, Friko e Bassvictim foram preparando o público para uma noite progressivamente mais intensa. Entre guitarras, eletrónica e diferentes abordagens à canção, o segundo dia manteve o espírito eclético que distingue o Vodafone Paredes de Coura.

Um dos momentos mais aguardados aconteceu com Show Me The Body, banda norte-americana que levou ao palco uma combinação explosiva de hardcore, punk e noise. A intensidade da atuação contrastou com a atmosfera mais contemplativa proporcionada por Pale Jay, criando uma das muitas mudanças de ambiente que marcaram a programação.

Já WU LYF regressaram aos palcos com a energia e a aura misteriosa que sempre acompanharam o projeto britânico. A atuação foi um dos momentos mais particulares da noite, antes de Kurt Vile & The Violators apresentarem a sua abordagem descontraída e melódica ao rock alternativo.

Com uma sonoridade construída em torno de duas guitarras, os Hermanos Gutiérrez protagonizaram um dos concertos mais atmosféricos do dia. O duo suíço-equatoriano transportou o público para uma paisagem sonora marcada por influências do bolero, folk latino e desert blues, num espetáculo de grande dimensão emocional.

Também Aldous Harding teve um papel de destaque na programação, apresentando a sua personalidade artística singular e uma atuação mais intimista, antes de o festival entrar definitivamente no território da música eletrónica.

Underworld fecham a noite em alta

O grande momento da segunda noite chegou com Underworld. A histórica dupla britânica assumiu o palco principal e transformou o recinto numa enorme pista de dança. Com décadas de carreira e uma forte ligação à cultura eletrónica, a banda apresentou um espetáculo dominado pelos ritmos hipnóticos, pela energia dos sintetizadores e por uma relação constante com o público.

A atuação dos Underworld encerrou uma noite em que o Vodafone Paredes de Coura mostrou, mais uma vez, que não precisa de seguir uma única fórmula. Do universo introspectivo de Aldous Harding às guitarras dos Hermanos Gutiérrez, passando pela intensidade dos Show Me The Body e pela eletrónica dos Underworld, o segundo dia foi construído precisamente a partir desse contraste.

O alinhamento oficial de 13 de agosto reuniu ainda Pale Jay, WU LYF, Show Me The Body, Bassvictim, Friko, Tomode, A Garota Não e Milhanas, além dos nomes que assumiram os principais momentos da noite.

Com mais uma jornada cumprida, o Vodafone Paredes de Coura prepara-se agora para um dos dias mais aguardados desta edição, com M.I.A., Bloc Party e Benjamin Clementine entre os grandes destaques de 14 de agosto.

Fotos: Ana Ribeiro