
O CA Vilar de Mouros voltou a abrir as portas para mais uma noite intensa, marcada por uma viagem sonora entre o punk, o ska, o rock alternativo e o hardcore. Ao longo do dia, Grade 2, Fishbone, Less Than Jake, Ugly Kid Joe, The Hives e Dropkick Murphys subiram ao palco, proporcionando ao público uma sucessão de concertos carregados de energia e atitude.
A abertura ficou a cargo dos Grade 2, que deram o pontapé de saída com uma atuação marcada pela urgência e pela energia do punk rock. Com um concerto direto e sem grandes rodeios, a banda britânica conseguiu rapidamente conquistar os primeiros espectadores que chegavam ao recinto.
A atuação dos Fishbone trouxe uma mudança de registo, mas manteve a intensidade bem presente. Com uma sonoridade que cruza ska, punk, funk e rock, a banda norte-americana mostrou toda a experiência acumulada ao longo de décadas de carreira, oferecendo um dos concertos mais imprevisíveis e vibrantes da noite.
Os Less Than Jake deram depois continuidade à festa com a sua mistura contagiante de ska-punk e punk rock. Num concerto recheado de ritmo e boa disposição, a banda conseguiu colocar o público em movimento, transformando o recinto num enorme espaço de celebração coletiva.
A meio da noite, os Ugly Kid Joe levaram o público numa viagem pelos temas mais marcantes da sua carreira. Entre o hard rock e o rock alternativo, a banda apresentou um concerto sólido, marcado pela nostalgia e pela forte ligação com uma audiência que acompanhou cada momento com entusiasmo.
Com a noite já bem lançada, chegou um dos momentos mais aguardados do cartaz. The Hives subiram ao palco e, como seria de esperar, não deram espaço para pausas. A banda sueca apresentou um espetáculo explosivo, marcado pela intensidade do garage rock, pela presença carismática de Howlin’ Pelle Almqvist e por uma energia constante do primeiro ao último minuto.
O público respondeu à altura e Vilar de Mouros transformou-se num autêntico turbilhão de rock’n’roll. Entre interações com a plateia, movimentos incessantes e uma sucessão de temas capazes de incendiar qualquer festival, os The Hives confirmaram porque continuam a ser uma das bandas mais eletrizantes em palco.
A responsabilidade de fechar a noite ficou entregue aos Dropkick Murphys. Os norte-americanos trouxeram a Vilar de Mouros toda a força do seu característico celtic punk, num concerto onde a festa, os coros e a comunhão com o público foram uma constante.
Com uma carreira construída à volta de canções que rapidamente se transformam em hinos coletivos, a banda encontrou no público português um aliado perfeito. O recinto respondeu em força, acompanhando os Dropkick Murphys num encerramento intenso e festivo, que colocou um ponto final numa noite dominada pelo rock e pelo punk.
Do punk rock dos Grade 2 à fusão irreverente dos Fishbone, passando pela festa dos Less Than Jake, pelos clássicos dos Ugly Kid Joe, pela explosão dos The Hives e pelo poderoso encerramento dos Dropkick Murphys, a noite mostrou bem a diversidade e a energia que continuam a fazer do CA Vilar de Mouros um dos grandes palcos da música ao vivo em Portugal.
Mais uma noite intensa, de guitarras ao alto, coros em uníssono e um público entregue à música, num festival onde a história continua a escrever-se ao ritmo do rock.
Fotos: Ana Ribeiro








































