
O terceiro dia do CA Vilar de Mouros voltou a provar a capacidade do festival para reunir diferentes gerações e sonoridades num mesmo palco. Entre novos nomes da cena britânica e bandas que marcaram várias décadas da música alternativa, The Covasettes, The Lilacs, The Lathums, Kula Shaker, Kaiser Chiefs e Kasabian garantiram mais uma jornada intensa no festival minhoto.
A música começou com The Covasettes, que abriram o dia com uma atuação energética e cheia de entusiasmo. A jovem banda britânica trouxe a Vilar de Mouros uma sonoridade marcada pelo indie rock, conquistando gradualmente o público que começava a preencher o recinto.
Seguiram-se The Lilacs, que mantiveram a ligação à nova vaga da música britânica. Com melodias cativantes e uma forte presença em palco, a banda deu continuidade ao ambiente festivo, preparando o terreno para uma noite que prometia crescer em intensidade.
Os The Lathums assumiram depois o palco e confirmaram porque são um dos nomes mais interessantes da atual cena indie britânica. Com canções que rapidamente encontraram resposta junto do público, a banda proporcionou um concerto marcado por emoção, guitarras e uma relação próxima com os fãs presentes em Vilar de Mouros.
A noite ganhou novos contornos com a entrada dos Kula Shaker. A banda britânica levou o público numa viagem pelas sonoridades psicadélicas que marcaram a sua carreira, num concerto onde não faltaram guitarras, melodias e uma atmosfera muito própria. Entre momentos mais intensos e outros mais envolventes, os Kula Shaker deixaram uma das atuações mais distintas da noite.
Com o recinto já completamente entregue à música, chegou a vez dos Kaiser Chiefs. A banda britânica subiu ao palco com a energia que lhe é característica e rapidamente transformou Vilar de Mouros numa enorme festa. Com uma atuação intensa, cheia de ritmo e de interação com o público, os Kaiser Chiefs confirmaram o seu estatuto como uma das bandas mais eficazes quando o objetivo é colocar milhares de pessoas a cantar.
A responsabilidade de encerrar o terceiro dia ficou entregue aos Kasabian, que levaram ao palco toda a força do seu rock alternativo. Num espetáculo marcado pela energia, pelos riffs e por uma forte componente eletrónica, a banda britânica assumiu o controlo do recinto e fechou a noite em grande.
Com o público completamente rendido, os Kasabian proporcionaram um encerramento à altura de uma noite que foi crescendo de intensidade concerto após concerto. Entre momentos de comunhão, dança e rock’n’roll, a banda colocou um ponto final num dos dias mais britânicos desta edição do CA Vilar de Mouros.
Do indie rock dos The Covasettes e The Lilacs, passando pela emoção dos The Lathums, pela psicadelia dos Kula Shaker e pela explosão dos Kaiser Chiefs, até ao poderoso encerramento dos Kasabian, o terceiro dia do festival apresentou um alinhamento diversificado, mas unido por uma forte identidade britânica.
Mais uma vez, o CA Vilar de Mouros mostrou porque continua a ser um dos festivais mais emblemáticos de Portugal. Entre novas gerações e nomes históricos da música, o recinto voltou a ser palco de uma grande celebração, onde milhares de pessoas se reuniram para viver mais uma noite ao som das guitarras e dos grandes refrões.
Fotos: Ana Ribeiro


















































