
O CA Vilar de Mouros voltou a receber mais uma intensa jornada de concertos, desta vez marcada pelo peso das guitarras, pela atitude punk e por atuações de enorme energia. Travo, Marky Ramone, Rudeboy, Body Count ft Ice-T e Skindred foram os protagonistas de uma noite onde o rock, o punk, o metal e o reggae se cruzaram perante um público completamente entregue à música.
A abertura ficou a cargo dos Travo, que deram início à noite com uma atuação cheia de personalidade e energia. A banda entrou em palco determinada a conquistar o público presente, apresentando uma sonoridade intensa e deixando o ambiente preparado para uma noite que prometia aumentar de intensidade.
Seguiu-se Marky Ramone, uma verdadeira lenda do punk rock. O antigo baterista dos Ramones levou a Vilar de Mouros o espírito de uma das bandas mais importantes da história do género. Com uma sucessão de temas que marcaram gerações, o concerto foi vivido como uma celebração do legado dos Ramones, com o público a acompanhar em coro alguns dos seus maiores clássicos.
A noite continuou com Rudeboy, que trouxe uma nova energia ao palco e manteve o ritmo elevado. Com uma atuação marcada pela entrega e pela proximidade com o público, o artista garantiu mais um momento intenso, preparando o recinto para uma das atuações mais aguardadas da noite.
Com a noite já bem avançada, chegou um dos grandes momentos do cartaz. Body Count ft Ice-T subiram ao palco para uma atuação poderosa, intensa e sem concessões. Liderada pelo carismático Ice-T, a banda norte-americana trouxe a Vilar de Mouros toda a força da sua mistura entre metal e hardcore, num concerto marcado por riffs pesados, uma atitude feroz e uma ligação constante com o público.
A energia foi aumentando ao longo da atuação e o recinto respondeu à altura. Entre momentos de grande intensidade e uma presença em palco dominante, Body Count mostraram porque continuam a ser um dos projetos mais impactantes do cruzamento entre o metal e o hip hop.
A responsabilidade de fechar a noite ficou entregue aos Skindred, que trouxeram a sua inconfundível mistura de metal, reggae, punk e eletrónica. A banda britânica transformou o recinto numa enorme festa, com uma atuação explosiva e uma energia contagiante do primeiro ao último minuto.
Com Benji Webbe a liderar a banda e a incentivar constantemente a participação do público, os Skindred proporcionaram um encerramento memorável. Entre riffs pesados, ritmos dançáveis e uma comunhão permanente com a multidão, a banda garantiu que ninguém ficasse indiferente.
Do arranque dos Travo, passando pela celebração punk de Marky Ramone, pela intensidade de Rudeboy, pelo peso avassalador dos Body Count ft Ice-T e pela explosão festiva dos Skindred, esta foi uma noite marcada pela diversidade, mas unida por um elemento comum: a energia.
Mais uma vez, o CA Vilar de Mouros mostrou a capacidade de reunir diferentes estilos e gerações no mesmo recinto. Uma noite de guitarras, atitude, peso e celebração, que ficará certamente na memória de todos os que passaram pelo festival.
Fotos: Ana Ribeiro











































