
Adriana Calcanhotto destaca-se como um dos grandes talentos na rica herança artística do Brasil. Com uma audiência mensal de cerca de 1,3 milhões de ouvintes no Spotify, esta cantora e compositora, nascida em Porto Alegre, acumula êxitos ao longo de uma carreira com mais de 30 anos. Sucessos como “Vambora”, “Devolva-me”, “Esquadros” e “Mentiras” fazem parte do repertório celebrado.
O início da sua trajetória artística remonta aos anos 1980, marcado por temporadas bem-sucedidas no circuito vanguardista de Porto Alegre e São Paulo. O convite para cantar no Rio de Janeiro, após elogios da crítica, resultou no lançamento do seu primeiro álbum, “Enguiço” (1990). O sucesso continuou com “Senhas” (1992), o primeiro álbum totalmente concebido e produzido por Calcanhotto, que incluiu sucessos imediatos como “Mentiras” e “Esquadros”.
Ao longo dos anos, ela lançou outros álbuns de sucesso, como “A Fábrica do Poema” (1994), “Maritmo” (1998), “Cantada” (2002), “Maré” (2008), “Olhos de Onda” (2014) e “Margem” (2019). Em 2004, surgiu o heterônimo infantil Adriana Partimpim, que lhe rendeu o Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum Infantil.
Em 2017, Adriana Calcanhotto realizou uma residência artística na Universidade de Coimbra, lecionando sobre poesia portuguesa e brasileira, trovadores provençais e galegos, invenção da língua portuguesa e canção popular do Brasil. Durante a pandemia de Covid-19, em isolamento, compôs uma série de canções que resultaram no álbum “Só”.
Em 2022, ela entrou em estúdio para gravar o seu 13º álbum de originais, “Errante”, lançado em março de 2023 pela Modern Recordings, selo da editora alemã BMG International. O espetáculo homônimo estreou em Portugal numa turnê com nove apresentações, com grande sucesso em Portugal e no Brasil. Adriana Calcanhotto retorna aos palcos portugueses no festival Jardins do Marquês – Oeiras Valley, acompanhada por um elenco de luxo, incluindo Domenico Lancellotti (bateria), Pedro Sá (guitarras), Guto Wirtti (contrabaixo), Jorge Continentino (saxofone, flauta e teclados), Diogo Gomes (trompete) e Marlon Sette (trombone).
