
O segundo dia do MEO Marés Vivas 2025, em Vila Nova de Gaia, ficou marcado por um momento de rara cumplicidade e autenticidade, protagonizado por Luís Trigacheiro e Buba Espinho. Os dois amigos de infância, ambos naturais de Beja, subiram ao palco no sábado, 19 de julho, e trouxeram consigo as raízes profundas do Alentejo, conquistando o público com o poder do cante e das melodias tradicionais.
“É tão fixe poder partilhar o palco com um amigo”, confessou Buba Espinho antes de dar início a um alinhamento que fez a plateia viajar até ao sul do país. O concerto foi um encontro entre a tradição e a modernidade, com interpretações de temas como “Meu Nome É Saudade”, “Roubei-te Um Beijo”, “Menina Estás à Janela”, “Casa” e “Tu Na Tua”, este último com a participação especial dos Átoa.
Sentados em palco, num cenário que lembrava um convívio intimista, os artistas cativaram o público com conversas descontraídas e harmonias que ecoaram pelo recinto. A cumplicidade entre ambos e a paixão pela cultura alentejana criaram uma atmosfera única, aplaudida por milhares de pessoas que se deixaram envolver pelo espírito do sul.
“Queremos espalhar a nossa cultura e levar o cante alentejano aos quatro cantos do mundo”, disse Luís Trigacheiro, sublinhando a importância de manter vivas as tradições portuguesas. A reação calorosa do público demonstrou que, mesmo longe do Alentejo, o legado cultural encontra eco no coração dos festivaleiros.
A atuação de Trigacheiro e Espinho revelou-se um dos momentos mais emocionantes do festival, provando que a música de raiz continua a ter espaço e impacto nos grandes palcos.
O MEO Marés Vivas 2025 prossegue com atuações de artistas como Thirty Seconds to Mars, Ozuna, Calema e muitos outros, prometendo mais surpresas e momentos memoráveis junto ao Douro.

